Belo Horizonte.html

 
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Nota: Para outros significados de Belo Horizonte, ver Belo Horizonte (desambiguação).

Município de Belo Horizonte
Belo Horizonte
"Beagá"
"Belô"
"Cidade-jardim"
Brasão de Belo Horizonte
Bandeira de Belo Horizonte
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 12 de dezembro de 1897
Gentílico belo-horizontino
Lema
Prefeito(a) Fernando Pimentel (PT)
Localização
Localização de Belo Horizonte
19° 49' 01" S 43° 57' 21" O19° 49' 01" S 43° 57' 21" O
Estado Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Belo Horizonte
Municípios limítrofes Vespasiano (N), Ribeirão das Neves, Contagem, Ibirité (O), Brumadinho (S), Nova Lima (SE), Sabará (L) e Santa Luzia (NE).
Distância até a capital 716 quilômetros
Características geográficas
Área 330,954 km²
População 2.434.642 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 7.290,8 hab./km²
Altitude 858 metros
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,839 elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 28.386.694 mil (BR: 5º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 11.951,00 IBGE/2005 [4]

Belo Horizonte é um município brasileiro e a capital do estado de Minas Gerais.

Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi a primeira cidade planejada do Brasil. A cidade é uma mistura de tradição e modernidade e destaca-se pela beleza de seus conjuntos arquitetônicos e uma rica produção artística e cultural.

De acordo com estimativas de 2007, sua população é de 2.412.937 habitantes[5], sendo a sexta cidade mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo[6]. De acordo com o recente estudo do IBGE, Belo Horizonte é o quinto maior PIB brasileiro representando 1,32% do total das riquezas produzidas no país[7].

A Região Metropolitana de Belo Horizonte, formada por 34 municípios, possui uma população estimada em 4.939.053 habitantes[8][9], sendo a terceira maior aglomeração populacional brasileira e a terceira em importância econômica da indústria nacional (em 2007).

Índice

editar História

editar Os primórdios da ocupação da região

Durante a expansão paulista, que cresceu com a descoberta de ouro, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz ocupou, em 1701, terras em que estabeleceu a fazenda do Cercado, base do núcleo do Curral del-Rei. Este cresceu ou diminuiu, pela instável divisão administrativa e religiosa. Nas fraldas da Serra do Curral, em 1750, por ordem da Coroa, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral, então sede da freguesia do mesmo nome instituída, de fato em 1718, em torno de capela ali construída pelo Padre Francisco Homem, filho de Miguel Garcia Velho. A freguesia foi oficializada em 1748. Em 1890, o arraial, do município de Sabará, tomou o nome de Belo Horizonte. Com a República e a descentralização federal, as capitais tiveram maior relevo: ganhava vigor a idéia de mudança da sede do governo mineiro, pois a antiga Ouro Preto era travada pela topografia. Assim, foi indicada Belo Horizonte, com o nome de Cidade de Minas.

editar A fundação da capital

O apogeu de Ouro Preto perdurou até o fim do século XVIII, quando as jazidas esgotaram-se e o ciclo do ouro deu lugar à pecuária e agricultura, criando novos núcleos regionais, inaugurando uma nova identidade estadual.

Ao final do século XIX, o ferro ganha grande importância no cenário econômico mundial e inaugura um novo ciclo econômico em Minas, o ciclo do ferro. A região de montanhas negras que vai de Ouro Preto à região do Curral Del Rey, de reservas próximas aos 15 bilhões de toneladas de minério de ferro, formam um local conhecido como Quadrilátero Ferrífero.

Comissão Construtora da Nova Capital

Concomitantemente, a então capital de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto, apresentava dificuldades de acomodar uma expansão urbana, devido à sua localização. Isso gerou a necessidade da transferência da capital para outra localidade. O Congresso Mineiro reunido em Barbacena, em sessão de 17 de dezembro de 1893, indicou pela lei n. 3, adicional à Constituição do Estado, as cidades de Juiz de Fora, Barbacena, Várzea do Marçal, Paraúna e Belo Horizonte como locais propícios à instalação da nova capital, depois que se ouvisse o parecer da Comissão Construtora, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis, que optou por Belo Horizonte. Seu território foi desmembrado de Sabará e inicialmente foi denominada Cidade de Minas. A capital do estado foi oficialmente transferida em 12 de dezembro de 1897 durante o governo de Crispim Jacques Bias Fortes, já com o nome de Belo Horizonte.

O local escolhido oferecia condições ideais: estava no centro da unidade federativa, a 100 km de Ouro Preto o que muito facilitava a mudança, acessível por todos os lados embora circundado de montanhas, rico em cursos d’água, possuidor de um clima ameno, numa altitude de 800 metros. A área destinada à nova capital parecia um grande anfiteatro entre as Serras do Curral e de Contagem, contanto com excelentes condições climatológicas, protegida dos ventos frios e úmidos do sul e dos ventos quentes do norte, e arejada pelas correntes amenas do oriente que vinham da serra da Piedade, ou das brisas férteis do oeste que vinham do vale do Rio Paraopeba. Era um grande vale cercado por rochas variadas e dobradas, com longa e perturbada história geológica, solos rasos, pouco desenvolvidos, de várias cores, às vezes arenosos e argilosos, com idade aproximada de 1 bilhão e 650 milhões de anos.

editar O projeto de Aarão Reis

Projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897, Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira moderna planejada. Elementos chaves do seu traçado incluem uma malha perpendicular de ruas, cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares, visadas privilegiadas, e uma avenida em torno de seu perímetro (Avenida do Contorno). Outro aspecto interessante do projeto original é a abundância de parques e praças, com um grande parque municipal na área central.

Trecho do relatório escrito por Aarão Reis, engenheiro-chefe da Comissão Construtora da Nova Capital, sobre a planta definitiva de Belo Horizonte, aprovada pelo Decreto nº 817 de 15 de abril de 1895.
Foi organizada, a planta geral da futura cidade dispondo-se na parte central, no local do atual arraial, a área urbana, de 8.815.382 m², dividida em quarteirões de 120 m x 120 m pelas ruas, largas e bem orientadas, que se cruzam em ângulos retos, e por algumas avenidas que as cortam em ângulos de 45º.
Às ruas fiz dar a largura de 20 metros, necessária para a conveniente arborização, a livre circulação dos veículos, o trafego dos carros e trabalhos da colocação e reparações das canalizações subterrâneas. Às avenidas fixei a largura de 35 m., suficiente para dar-lhes a beleza e o conforto que deverão, de futuro, proporcionar à população (...)
Planta geral da cidade de Belo Horizonte - 1895

Entretanto, Aarão Reis não queria a cidade como um sistema que se expandiria indefinidamente. Entre a paisagem urbana e a natural foi prevista uma zona suburbana de transição, mais solta, que articulava os dois setores através de um bulevar circundante, a avenida do Contorno, bastante flexível

e que se integrava perfeitamente na composição essencial. A concepção do plano fundia as tradições urbanísticas americanas e européias do século XIX. O tabuleiro de xadrez da primeira era corrigido por meio das amplas artérias oblíquas, e espaços vazios, uma preocupação constante com as perspectivas monumentais que provinha do Velho Mundo, com marcadas influências de Haussmann.

Belo Horizonte surgia como uma tentativa de síntese urbana no final do século XIX. O objetivo de se criar uma das maiores cidades brasileiras do século XX, era atingido. Porém, o plano de Belo Horizonte pertencia a sua época, seu conceito estava embasado em fundamentos do século anterior, encerrava um período, mais do que iniciava outro. Mostrava preocupações com a pesquisa urbanística, arquitetônica e construtiva bastante excepcionais para a sua época. Sem dúvida indicou uma tendência promissora para o urbanismo no Brasil. Quando foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, Belo Horizonte contava com 25.000 habitantes. As novas construções se opunham ao barroco colonial, tentando apagar as lembranças do passado. O Brasil independente buscava seu estilo no ecletismo desse tempo. Os primeiros conjuntos urbanos se definiam. A Praça da Liberdade aparecia como grande paço municipal, com as Secretarias de Estado e o Palácio do Governo. O Parque Municipal, embora com seu traçado inicial modificado, se implantava no local previsto. A Praça da Estação, a Avenida Santos Dumont, a Rua da Bahia e a Avenida Afonso Pena, faziam parte de diversas imagens de época que contavam a trajetória da cidade.

A expansão urbana extrapolou em muito o plano original. Quando foi iniciada sua construção, os idealizadores do projeto previram que a cidade alcançaria a marca de 100 mil habitantes apenas quando completasse 100 anos. Em 1997, ano do centenário, a cidade possuía mais de 2 milhões de pessoas. Essa falta de visão se repetiu em toda a história da cidade que jamais teve um planejamento consistente que previsse os desafios da grande metrópole que se tornaria.

Aos poucos, pequenas fábricas instalaram-se, a energia elétrica ampliou-se, as obras foram retomadas, os transportes melhoraram e começaram a surgir praças e jardins que deram uma nova paisagem. O número de empregos cresceu, chegaram novos habitantes, a vida social e cultural começou a se agitar. A indústria ganhou impulso na década de 20 e inauguraram-se grandes obras, surgiram novos bairros, sem planejamento, e com eles, sérios problemas urbanos.

editar A expansão

Vista da cidade.

A nova capital foi o maior problema do governo do Estado no início do regime: construída após vencer muitos obstáculos, ela permaneceu em relativa estagnação devido à crise financeira. Ligações ferroviárias com o sertão e o Rio de Janeiro puseram a cidade em comunicação com o interior e a capital do país. O desenvolvimento foi mínimo até 1922.

Pelas proclamadas virtudes de seu clima, a cidade tornou-se atrativa, especialmente para o tratamento da tuberculose: multiplicaram-se os hospitais, pensões e hotéis, mas até 1930 exerceu função quase estritamente administrativa. Foi também na década de 1920 que surgiu em Belo Horizonte a geração de escritores de raro brilho que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Ciro dos Anjos, Pedro Nava, Luís Vaz, Alberto Campos, Emílio Moura, João Alphonsus, Milton Campos, Belmiro Braga e Abgar Renault se encontravam no Bar do Ponto, na Confeitaria Estrela ou no Trianon, para produzir os textos que revolucionaram a literatura brasileira.

Nos anos 30, Belo Horizonte se consolidava como capital, não isenta de críticas e de louvores. Deixava de ser uma teoria urbanística para ser uma conquista humana, algo para ser não somente visto, mas para ser vivido também. Nesta época BH já contava com 120.000 habitantes e passava por problemas de ocupação, gerando uma crise de carência de serviços públicos. Necessitava de um novo planejamento para que se recuperasse a cidade moderna.

Parque Municipal
Américo Reneé Giannetti.
(No centro. Inaugurado em 1897, junto com a cidade).

As construções que mais marcaram este período são o Cine Brasil, de 1931; o Edifício Chagas Dória, de 1934, do arquiteto Alfredo Marestrof; o Edifício Ibaté, de 1935, de Ângelo Murgel; o Edifício SULACAP, de 1941, de Roberto Capello com sua interessante articulação com o Viaduto de Santa Teresa; o Edifício Acaiaca, de 1943, de Luís Pinto Coelho; a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, de 1935, o Hospital da Santa Casa, de 1946 e o Edifício do Banco do Brasil, de 1942, ambos de Raffaelo Berti.

Estas obras representavam um primeiro momento do modernismo na cidade. Abandonava-se o ecletismo dos anos 20 em função de um racionalismo temperado com elementos da art-déco, da Bauhaus, ou mesmo elementos decorativos de origem indígena, como no Edifício Acaiaca. Contraditoriamente, Ouro Preto, a cidade espontânea, apresentava contínuos urbanos muito bem definidos, e Belo Horizonte, a cidade planejada, se articulava através de seus volumes soltos.

Arte Moderna em Belo Horizonte

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No início da década de 40, a cidade dobra sua população, bem mais do que o previsto pela Comissão Construtora e passa por uma grande modernização. Consolidava-se a verticalização de sua área central. Esboçavam-se planos diretores no sentido de reorganizar a expansão da cidade. Abriam-se novas avenidas de fundo de vale. Tentava-se cadastrar a cidade. Reconhecia-se a crise habitacional como grave problema social. A década de 40 trouxe o avanço da industrialização, além da criação do Complexo Arquitetônico da Pampulha, inaugurado em 1943 por encomenda do então prefeito Juscelino Kubitschek. O conjunto da Pampulha reúne os maiores nomes do modernismo brasileiro, com projetos de Oscar Niemeyer, pinturas de Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins de Roberto Burle Marx. Ao mesmo tempo, o arquiteto Sílvio de Vasconcelos também cria muitas construções de inspiração modernista, notadamente as casas do bairro Cidade Jardim, que ajudam a definir a fisionomia da cidade.

Na década de 50, a população da cidade dobra novamente, passando de 350 mil para 700 mil habitantes. Como resposta ao crescimento desordenado da cidade, o prefeito Américo René Gianetti dá início à elaboração de um Plano Diretor para Belo Horizonte.

Na década de 60, muitas demolições foram feitas, transformando o perfil da cidade, que passa, então, a ter arranha-céus e asfalto no lugar de árvores. Belo Horizonte ganha ares de metrópole. A conurbação da cidade com municípios vizinhos se amplia.

Ainda na década de 60, a cidade atinge mais de 1 milhão de habitantes. Nessa época, os espaços vazios do município praticamente se esgotaram, e o crescimento populacional passou a se concentrar nos municípios coligados a Belo Horizonte, como Sabará, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Na tentativa de resolver os problemas causados pela crescimento desordenado, foi instituída a Região Metropolitana de Belo Horizonte e foi criado o Plambel, que desencadeou diversas ações visando a conter o caos metropolitano.

editar A história recente: a partir da década de 80

Na década de 80 foi iniciada a implantação do metrô de superfície e a memória da cidade começou a ser mais valorizada. Em 1980, milhares de pessoas tomaram a então Praça Israel Pinheiro (hoje, Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Devido à sua altitude, na praça a vista da cidade é privilegiada, o que fez com que o papa ali dissesse: "Que belo horizonte!", o que provavelmente corroborou para que a praça ficasse mais conhecida hoje como Praça do Papa. A cidade foi palco ainda de grandes manifestações visando a queda da ditadura militar no Brasil, sob a liderança de Tancredo Neves, na época governador do Estado. A fisionomia urbana foi novamente alterada com a proliferação de prédios em estilo pós-moderno, especialmente na afluente Zona Sul da cidade, graças à influência de um grupo de arquitetos liderado por Éolo Maia. Na mesma década, a cidade também passou a ser servida pelo Aeroporto Internacional de Confins, na época localizado no município de Lagoa Santa (hoje em Confins), a 38 km do centro da capital.

Panorâmica de Belo Horizonte.
Panorâmica de Belo Horizonte.

A década de 1990 foi marcada pelo reforço da estrutura administrativa do município, com a aprovação em 1990 da Lei Orgânica do Município e do o Plano Diretor da cidade, em 1996. A gestão municipal se democratizou com a realização anual do Orçamento participativo. O desafio ainda em curso diz respeito ao fortalecimento da gestão integrada da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que reúne 34 municípios que devem cooperar entre si para a resolução de seus problemas comuns.

Nesta primeira década do século XXI, Belo Horizonte está se consolidando no cenário internacional como um grande centro nas áreas de Biotecnologia, Informática e turismo de negócios. Alguns dos investimentos recentes nesses setores são a implantação do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, do Laboratório do Google para a América Latina e do moderno centro de convenções Expominas.

editar Geografia

editar Relevo

Região de contato entre séries geológicas diferentes do proterozóico, compostas de rochas cristalinas, o que dá ao território paisagens diferenciadas. As serras de Belo Horizonte são ramificações da Cordilheira do Espinhaço e pertencem ao grupo da Serra do Itacolomi. Contornando o município estão as Serras de Jatobá, José Vieira, Mutuca, Taquaril e Curral. O ponto culminante do município encontra-se na Serra do Curral, atingindo 1.390 metros.

editar Hidrografia

Localizada na Bacia do São Francisco, Belo Horizonte é atendida pelos Ribeirões Arrudas e do Onça, afluentes do Rio das Velhas. O Ribeirão Arrudas, atravessa a cidade de Oeste para Leste. Mais ao Norte, corre o Ribeirão Pampulha, represado para formar o reservatório de igual nome, um dos recantos de turismo e lazer da cidade.

Gráfico climático para Belo Horizonte
J F M A M J J A S O N D
 
 
193
 
28
20
 
 
122
 
29
20
 
 
123
 
29
20
 
 
49
 
28
18
 
 
17
 
26
16
 
 
7
 
25
14
 
 
4
 
25
14
 
 
12
 
26
15
 
 
37
 
27
17
 
 
65
 
28
18
 
 
147
 
28
19
 
 
237
 
28
19
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: MSN Weather

editar Clima

O clima de Belo Horizonte é tropical de altitude tendo verões agradáveis e invernos relativamente frios. A cidade não apresenta grandes diferenças nas quatro estações do ano, sendo dividido apenas em verão ou inverno. Apresenta clima tropical com regime sazonal de chuvas: estação úmida, chuvosa e estação seca. A temperatura média anual fica em torno de 20,5°C. Os totais anuais de chuva são relativamente altos (1.450 mm aproximadamente). Os verões apresentam temperaturas mínimas médias de 18°C e máximas médias de 28°C. Os invernos são geralmente frios para padrões brasileiros, tendo temperaturas mínimas médias de 13°C e máximas médias de 25°C. A menor temperatura já registrada foi de 2,2°C em 11 de julho de 1910 e a maior de 36,9°C em 19 de outubro de 1987 [10].

editar Demografia

Belo Horizonte atualmente é o sexto município mais populoso do Brasil com 2.412.937 habitantes, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e, mais recentemente, Brasília. Isso não se deve à área do município, mas à saturação das áreas disponíveis, o que tem incentivado fortemente a verticalização das construções no município e a especulação imobiliária nas cidades da região metropolitana mais próximas da capital como Nova Lima, Santa Luzia e Contagem entre outras, pois em área urbana, a cidade é superior a Salvador e Fortaleza. Entretanto, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, composta por 34 municípios e uma população estimada em 4.934.210 habitantes, é a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. A região metropolitana da cidade é o 48º maior aglomerado urbano do mundo e o sétimo da América Latina (atrás da Cidade do México, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Bogotá e Lima, respectivamente).

editar Grupos étnicos

Praça Sete de Setembro.
(Obelisco que celebra a independência do Brasil).
Cor ou Raça Porcentagem Número
Brancos 53,57% 1.199.070
Pardos 37,24% 833.668
Pretos 8,04% 180.056
Amarelos 0,19% 4.312
Indígenas 0,34% 7.588

Fonte: IBGE 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

Belo Horizonte é uma cidade multirracial, fruto de intensa migração. O seu povoamento foi efetuado, sobretudo, por mineiros vindos de todas as partes do estado. Vieram brancos, negros e mestiços de diversas origens, o que contribuiu para o equilíbrio entre o número de pessoas brancas, pardas e pretas.

Um dos primeiros grupos a habitar a cidade foram imigrantes italianos: começaram a chegar em 1897 para construir a capital e habitar as colônias agrícolas ao redor da mesma. Hoje, 30% da população belo-horizontina tem ascendência italiana.[11][12]

editar Religião

Prefeitura de Belo Horizonte.
(Localizada na Av. Afonso Pena).
Religião Porcentagem Número
Católicos 68,84% 1.541.087
Protestantes 18,10% 405.265
Sem religião 8,04% 179.997

Fonte: IBGE, 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[13].

editar Política

Belo Horizonte, como capital de Minas Gerais, respira política. Grandes articulações de impacto nacional foram e são realizadas em lugares como o Palácio da Liberdade, o Café Pérola e o Café Nice. Vários prefeitos de Belo Horizonte vieram a se tornar governadores do Estado e dois foram presidentes da República, Venceslau Brás Pereira Gomes e Juscelino Kubitscheck de Oliveira.Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, prefeito de Belo Horizonte e presidente do Estado, à época da República Velha, foi o principal articulador da candidatura à presidência de Getúlio Vargas e da Revolução de 1930.

A cidade também é referência nacional em Orçamento Participativo. Em 2006, inovou ao criar o Orçamento Participativo Digital, um moderno sistema onde os eleitores podem votar utilizando um computador comum ligado à internet.

editar Economia e Turismo

Belo Horizonte possui o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros, com o valor aproximado de 28,4 bilhões de reais[14] e um PIB per capita de R$ 11.951,00[14], em 2005. O setor terciário (serviços e comércio) contribui com 80% da riqueza produzida no município. O setor industrial corresponde ao restante do PIB. Praticamente não existe setor agropecuário na cidade.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte possui o quinto maior parque produtivo da América do Sul, com destaque para a indústria automobilística e de autopeças, siderurgia, eletrônica e construção civil, com um PIB de cerca de 62,3 bilhões de reais[14], em 2005.

Está entre os sete municípios com a melhor infra-estrutura do país [15]. Posicionada em um eixo logístico do Brasil é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Recebe vôos nacionais e internacionais através do Aeroporto de Confins e vôos nacionais e regionais através do Aeroporto da Pampulha.

Com um diversificado setor de comércio e da prestação de serviços e contando com uma desenvolvida rede de hotéis, restaurantes e agências bancárias, Belo Horizonte é um dos principais pólos de turismo de negócios do país e desde a inauguração do Expominas, o mais moderno centro de convenções da América Latina, sedia importantes eventos nacionais e internacionais como a 47ª Reunião Anual do BID em 2006[16].

Belo Horizonte é também o Portão de Entrada para cidades históricas mineiras como Ouro Preto, Mariana, Sabará, Caeté, Santa Luzia, Congonhas, Diamantina, São João del-Rei e Tiradentes.

editar Cultura

editar Música

Surgiram em Belo Horizonte movimentos culturais de expressão internacional.

Na música, merecem destaque o coral Madrigal Renascentista, o movimento Clube da Esquina (do qual fazem parte Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, dentre outros), Paulinho Pedra Azul, Paula Santoro, Makely Ka, e as bandas musicais 14 Bis, Jota Quest, Cartoon, Pato Fu, Sepultura, Skank e Tianastácia. Atualmente, a cidade é sede de dois importantes eventos musicais, o Axé Brasil e o Pop Rock Brasil, que atraem mais de 60 mil pessoas ao Mineirão quando realizados.carece de fontes?

editar Artes cênicas

No teatro, devem ser lembrados o Grupo Galpão, Espanca!, Giramundo Teatro de Bonecos, Companhia Luna Lunera e o Teatro Invertido. Possuem também renome internacional, na área da dança o Grupo Corpo, Grupo 1º Ato. Aqui também surgiram para o Brasil dois nomes conhecidos do teatro de humor brasileiro: Saulo Laranjeira (natural de Pedra Azul) e Geraldo Magela.

Grandes atores de repercussão nacional são oriundos de Belo Horizonte, como Débora Falabella, Daniel de Oliveira, Priscila Fantin, Bete Coelho e Christiano Junqueira.

Residiram em Belo Horizonte escritores e intelectuais de influência nacional; apenas para citar alguns nomes: Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Milton Campos, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Ziraldo, Gustavo Capanema, Emílio Moura, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos.

Todos os anos se realizam em Belo Horizonte os seguintes festivais:

  • "Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua" (FIT)
  • "Festival Internacional de Teatro de Bonecos" (FITB)
  • "Festival Internacional de Dança" (FID)
  • "Festival Internacional de Corais"
  • "Festival de Arte Negra" (FAN)
  • "Campanha de Popularização do Teatro e da Dança", que acontece nos meses de janeiro e fevereiro, quando dezenas de peças teatrais são oferecidas a preços populares à população

além de vários festivais de cinema e música, sendo o "Indie - Festival Internacional de Cinema", o "Festival Internacional de Curtas" e o "Pop Rock Brasil", os mais famosos.

Bienalmente são realizados os seguintes festivais:

  • "Encontro Mundial de Artes Cênicas" (ECUM)
  • "Festival Mundial de Circo do Brasil"
  • "Festival Internacional de Quadrinhos" (FIQ) - Maior evento de quadrinhos da América Latina, que em 2007 foi realizado em sua 5ª edição[17].

editar Museus

editar Igrejas

As principais igrejas de Belo Horizonte são a Basílica Nossa Senhora de Lourdes, no bairro de Lourdes; a Catedral da Nossa Senhora da Boa Viagem, no bairro Funcionários; a Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha; a Igreja de São José, no hipercentro; a Igreja de Santo Antônio, na Savassi e na Avenida do Contorno (ao lado do bairro Santo Antônio); a Igreja de Santa Efigênia, no bairro Santa Efigênia; a Igreja Nossa Senhora Mãe da Igreja no bairro Vila Paris;e a Igreja Nossa Senhora Rainha no Belvedere; Igreja São Judas Tadeu na Avenida Ântonio Carlos

editar Esportes

editar Clubes de futebol (em ordem alfabética)

editar Clubes sociais e de esportes especializados

  • Clube Belo Horizonte
  • Iate Tênis Clube
  • Mackenzie Esporte Clube
  • Minas Tênis Clube
  • Pampulha Iate Clube

editar Saúde

Belo Horizonte tem os mesmos problemas na saúde pública que afligem todas as grandes metrópoles, possui um sistema de saúde considerado ruim segundo os dados recolhidos no banco de dados do SUS e no Atlas do Desenvolvimento Humano de 2000, do PNUD.

De maneira geral, para os 2,5 milhões de habitantes da capital, há água encanada para 98% da população, energia elétrica para 99,8% e coleta de lixo em 98,4% da casas. Em relação ao sistema de saúde propriamente dito, existem quatro médicos para cada mil habitantes da capital. No Brasil, por exemplo, a média é de 0,27 médicos para cada mil habitantes. A mortalidade infantil até um ano de idade na capital mineira é de 27,25 mortes por mil nascidos vivos. No Brasil, a média é de 30,10 por mil. Mesmo assim a saúde pública sofre com a falta de recursos humanos na área da saúde. A razão se fundamenta nos baixos salários praticados pelo município e a falta completa de estrutura de referência e contra-referência no sistema.

Belo Horizonte dispõem de um total de 36 hospitais, sendo um municipal, dois federais, sete estaduais e o restante filantrópicos e privados. Há cerca de 5.500 leitos na capital.A rede também conta com 141 postos de saúde, 150 ambulatórios e 507 equipes do Programa Saúde da Família, que dão cobertura à 76% da população da capital. Ainda assim a qualidade do atendimento é precária, com filas e grande espera por especialistas médicos ( até 2 anos! ). Hoje há uma grande demanda pela melhora da qualidade do sistema. Há falta generalizada de medicamentos básicos nos postos de saúde e sobrecarga de demanda, o que torna o sistema cada vez mais precarizado.

Há ainda 26 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo 22 básicas, quatro avançadas e uma com equipe especializada em atendimento à saúde mental. Trabalham na capital cerca de 15 mil profissionais de saúde, dos quais metade são terceirizados. Dos profissionais, 2.500 são agentes comunitários de saúde, e 1.200 fazem o serviço de controle de endemias, como a dengue. O altíssimo número de terceirizados da saúde torna mais difícil a fixação e comprometimento dos profissionais de saúde com o sistema público, há um rodízio intenso de profissionais que não se fixam fazendo com que as filas aumentem.

Toda essa estrutura custa aos cofres municipais R$ 45 por mês por habitante. No total, a secretaria de saúde do município tem um orçamento de R$ 1 bilhão (em 2007), dos quais 60% são recursos do governo federal, 35% da prefeitura e 5% do estado.

Um dos grandes problemas que atinge em cheio o sistema de saúde de Belo Horizonte é a violência em algumas áreas da capital. A cidade é a quarta região metropolitana mais violenta do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Com dificuldades para trabalhar em ambientes violentos, os profissionais do sistema de saúde pública deixam de prestar atendimento à população que vive nesses locais dominados pela criminalidade, o que compromete a cobertura de saúde. Hoje há dezenas de postos de saúde em Belo Horizonte que não consegue fixar profissionais por conta da criminalidade crescente na cidade.

Um fato interessante é a grande quantidade de pessoas que vivem na região metropolitana de Belo Horizonte mas vêm buscar atendimento no sistema de saúde da capital. Belo Horizonte é umas das capitais que mais oficialmente atende no campo da internação pessoas do interior. Cerca de 45% das internações em Belo Horizonte são de fora. Como comparação, no Rio de Janeiro são 18% e em São Paulo, 11%. Para exemplificar o problema, recentemente foi realizado o cadastramento de uma fila de 30 mil pessoas para cirurgias eletiva e mais de metade das pessoas que disseram que moravam em Belo Horizonte não foram encontradas pelos agentes comunitários de saúde.Tudo isto contribui para inchar e precarizar ainda mais o já combalido sistema público de sáude de Belo Horizonte. As filas aumentam mês a mês.

Não se pode esquecer as urgências médicas do município, chamadas de UPA e os Pronto-atendimentos conveniados e do SUS: falta crônica de médicos, filas intermináveis e falta de estrutura geral de atendimento.

Há principalmente desafios em três campos da saúde da cidade: na atenção básica, nas relações de trabalho e na estruturação das urgências.[18]

editar Educação

editar Ensino superior

A cidade conta com 55 instituições de ensino superior que oferecem 704 cursos/habilitações[19]. Algumas delas são referências como a UFMG, que contando com 2.445 professores (sendo 65% desses doutores e 25% mestres, aproximadamente), possui 22 mil alunos e 593 grupos de pesquisa em 48 cursos de graduação, 53 opções de doutorado e 60 cursos de mestrado. Além disso, a UFMG já ultrapassou a marca de 9.000 publicações científicas e 147 patentes nacionais e internacionais. A UFMG foi a instituição de ensino superior de melhor desempenho nas três edições do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)[20]. Outras importantes instituições de ensino público são o CEFET-MG e a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, que foi considerada a melhor escola de administração do Brasil segundo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE. Dentre as instituições de ensino privado, destacam-se a Uni-BH, a Fumec e o Izabela Hendrix - Metodista de Minas, com 103 anos de tradição e mais de 20 cursos de graduação, e a PUC-MG que oferece 56 cursos de graduação, 17 cursos de mestrado, 6 opções de doutorado e 287 cursos de especialização. Em 2006, a PUC-MG foi considerada a melhor instituição brasileira de ensino privado pelo Guia do Estudante.[21].

editar Tecidos urbanos

editar Principais avenidas

  • Av. Afonso Pena - coração econômico da cidade, cruza com a Avenida Amazonas na Praça Sete, ponto que é considerado o "marco zero", ou o hipercentro de Belo Horizonte. Inicia-se na praça da rodoviária, e corta vários pontos da cidade, como o Parque Municipal, o Conservatório da UFMG, logo em frente, a região da Savassi dentre outros, tendo ultrapassado os limites pré-planejados, terminando na Praça da Bandeira, bairro Mangabeiras; sua continuação nesse bairro, a Avenida Agulhas negras, atinge a Praça do Papa, que foi construída pouco antes da visita de João Paulo II
Av. Amazonas (Na divisa de BH com Contagem).
  • Av. Amazonas - Liga Belo Horizonte à Contagem, sendo uma das saídas da cidade para São Paulo. Uma das principais vias da cidade, a Amazonas cruza com a Afonso Pena na altura da Praça Sete, considerado o "marco zero" de Belo Horizonte. Se inicia na zona central, mais precisamente, próximo à Praça da Estação, passando pela Praça Raul Soares (trecho no qual nela está localizado o Edifício JK, construído no período em que o mesmo governou a cidade) e rumando para Oeste, cruzando bairros como Barro Preto, Prado, Barroca, Nova Suíça, Gameleira, Nova Gameleira, Madre Gertrudes, Cidade Industrial, dentre outros. Nela está localizado um grande centro de convenções, o Expominas, os campus I, II E VI do CEFET-MG e a Transitolândia, parque educativo que tenta ensinar crianças e jovens a educação no trânsito. Termina na Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, acesso para a BR-381 (Rod. Fernão Dias), já em Contagem.
A famosa Rua da Bahia. (Corta o Centro até a zona sul).
  • Rua da Bahia - uma das mais famosas ruas de BH, inicia no Centro da cidade, próximo à Praça da Estação, na Av. do Contorno (Boulevard Arrudas), cruza com o acesso ao viaduto Sta. Tereza, corta a Av. Afonso Pena junto ao parque municipal, passa pela Praça Afonso Arinos e segue pelo Bairro de Lourdes, já na zona sul, no bairro de Lourdes, passa ao lado da Biblioteca pública estadual, do QG da Polícia Militar de Minas Gerais e a um quarteirão da praça da Liberdade, passando pelo Minas Tênis Clube e sua arena de esportes até a Av. do Contorno no Bairro Sto. Antônio (zona sul). Nesta localizam-se importantes órgãos públicos, como a secretaria de estado da fazenda, as faculdades de Direito e Engenharia da UFMG. E instituições esportivas e culturais como o Minas Tênis Clube e a Academia Mineira de Letras.
  • Av. do Contorno - circunda a antiga Belo Horizonte, isto é, aquela planejada pelo engenheiro Aarão Reis. Dentro do limite dado por esta avenida, o traçado das ruas é regular, havendo uma malha ortogonal (isto é, as ruas comuns e algumas avenidas, onde se localizariam as coisas nesta região da cidade) e a diagonal (feita pelo corte das principais avenidas da região, como a Afonso Pena, a Amazonas, a Álvares Cabral, a Barbacena, Bias Fortes dentre outras). Circunda bairros como o próprio Centro, Barro Preto, Santa Efigênia, Lourdes, Savassi, Floresta, dentre outros, e avizinha-se externamente a outros bairros como Carlos Prates, Lagoinha, Serra, Cidade Jardim, Prado e Gutierrez. Seu início e final se dá aos arredores da Rodoviária (o lado de trás, pelo qual saem os ônibus).
Belo Horizonte.
  • Av. Antônio Carlos - é a principal artéria de trânsito da regional (região) da Pampulha e para a Zona Norte, bem como de importância geral para a cidade. Começa próximo à rodoviária e termina ao fim da pista da Lagoa da Pampulha (sendo o outro lado da mesma ligada à avenida Pedro I). Nela está localizado o campus da UFMG, principal universidade do estado de Minas Gerais. Devido à saturação dos últimos anos, passa, desde 2005, por um processo de duplicação.
  • Av. Cristiano Machado - principal corredor da Região Norte de Belo Horizonte, sendo também importante para as regiões de Venda Nova e para a Nordeste. É uma das vias mais largas de Belo Horizonte, tendo em seus trechos mais largos uma pista central de ida e volta reservada para ônibus (ou o metrô) e quatro pistas para ida e para volta. Nela se localiza um dos maiores shopping centers da cidade, o Minas Shopping, e logo em sua frente um dos hotéis mais luxuosos da região, o Ouro Minas. A avenida se inicia na região do Complexo Viário da Lagoinha, próximo à Rodoviária, e termina no entorncamento da Avenida Pedro I com a MG-10 (que conecta a cidade ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, continuando até terminar em Diamantina). A saturação também levou a obras nesta avenida a partir no final da 2005 (visando agilizar a conexão com o Aeroporto Internacional e com municípios vizinhos como Vespasiano, Confins, Santa Luzia, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, dentre outros.
  • Linha Verde - Via de trânsito rápido, em construção, que interligará o Aeroporto Internacional Tancredo Neves ao centro de Belo Horizonte.
Bairro Belvedere.
A Torre de Alta Vila.

Outras ruas e avenidas importantes:

  • Av. Vilarinho
  • Av. Nossa Senhora do Carmo - Um dos principais acessos para a Zona Sul, acesso primário para Nova Lima e para a BR-040, caminho para o Rio de Janeiro, além de levar diretamente ao primeiro e principal Shopping Center de Belo Horizonte, o BH Shopping e abrigar o Pátio Savassi, o Shopping mais luxuoso da capital mineira
  • Av. Prudente de Morais
  • Av. Conde de Linhares
  • Av. Uruguai
  • Av. Bandeirantes
  • Rua Padre Francisco Arantes
  • Rua Via Láctea
  • Av. Raja Gabaglia - outro acesso para a zona sul de Belo Horizonte e para Nova Lima e para a BR-040, acesso para o Rio de Janeiro
  • Av. Olegário Maciel, abriga o Diamond Mall, que divide com o Pátio Savassi a posição de "Shopping da Classe A" belo-horizontina
  • Av. Silviano Brandão
  • Av. Cristiano Machado
  • Av. Álvares Cabral
  • Via Expressa Leste-Oeste - ligação da região central de Belo Horizonte com a Zona Oeste e a cidade de Contagem
  • Anel Rodoviário
  • Av. Barão Homem de Melo
  • Av. Teresa Cristina
  • Av. dos Andradas
  • Av. Carlos Luz (mais conhecida por Catalão) - outro acesso para o campus da UFMG
  • Av. Pedro II
  • Av. Pedro I
  • Av. Otacílio Negrão de Lima
  • Av. Portugal
  • Av. Barbacena
  • Av. General Olímpio Mourão Filho
  • Av. José Cândido da Silveira
  • Rua Jacuí
  • Av. Bernardo Vasconcelos - ligação entre as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado; é uma via que interliga bairros da Zona Norte, sendo as regionais (regiões) Nordeste e Noroeste as principais beneficiadas por essa via
  • Av. João Pinheiro
  • Av. Cristóvão Colombo
  • Av. Getúlio Vargas
  • Av. Carandaí
  • Av. Bias Fortes
  • Alameda Ezequiel Dias
  • Rua Pitangui
  • Av. Abraão Caram
  • Av. Presidente Carlos Luz, mais conhecida como Avenida Catalão, é a principal via para levar ao Estádio do Mineirão
  • Av. Américo Vespúcio
  • Av. Abilio Machado

editar Praças

Vista aérea da Praça da Liberdade e a Serra do Curral, ao fundo.

editar Parques

editar Bairros

Belo Horizonte possui 148 bairros. Alguns deles são nacionalmente conhecidos como, por exemplo, a Savassi e a Pampulha.

editar Bairros com logradouros temáticos

A maioria dos logradouros da cidade é nomeada com epônimos, mas alguns bairros contam com logradouros temáticos.

editar Regionais

Belo Horizonte está dividida em 9 regionais (regiões) para fins administrativos. São elas: Barreiro, Centro-Sul, Leste, Nordeste, Noroeste, Norte, Oeste, Pampulha e Venda Nova.

editar Transportes

editar Bicicletas

A utilização de bicicletas como meio de transporte é bastante reduzida. O relevo acidentado e a falta de ciclovias inibem o crescimento do uso do transporte. Em Belo Horizonte, 24 mil viagens são feitas de bicicleta diariamente, o equivalente a apenas 0,6% dos 4,2 milhões de deslocamentos.

O uso da bicicleta pode ser uma solução para o trânsito conturbado da cidade, sendo uma das diretrizes do planejamento de transporte na capital. Mesmo sem previsão para a construção de ciclovias, há projetos para a instalação de bicicletários nas estações de metrô para que as bicicletas sejam usadas em pequenas distâncias auxiliando o transporte coletivo, fazendo a integração com o metrô e diminuindo o fluxo de veículos na região central. Há também propostas de construir ciclovias mais extensas na cidade, além de outros bicicletários (menos de 1% da população belo-horizontina usa a bicicleta como primeira opção de transporte) e incentivar os deslocamentos a pé através da revitalização dos espaços públicos com a ampliação das calçadas como as intervenções na região central dentro do Programa Centro Vivo nas ruas Rio de Janeiro, Caétes, Carijós e o Bulevar Arrudas .

editar Veículos particulares

Diariamente, o Detran de Minas Gerais tem emplacado cerca de 500 veículos novos. Em 2007, a frota de veículos atingiu a marca de um milhão de veículos, o que serve como um alerta de que o pior ainda pode estar por vir, já que a curto prazo não há projetos para acompanhar o desenfreado crescimento da frota de veículos na cidade. A frota de carros tem crescido a taxas que variam de 4 a 7% ao ano desde 1999 e esse crescimento só perde para o número de motos na cidade, que registra um crescimento médio de 11,5% ao ano.

O uso do espaço urbano pelos veículos em Belo Horizonte mostra incoerências: apesar de representar menos de 10% da frota, os ônibus coletivos transportam 71% da população (1,4 milhão de passageiros) enquanto os carros (mais de 80% da frota) são responsáveis pelo transporte de apenas 17% dos habitantes de Belo Horizonte. A BHTrans não mede congestionamentos, como em São Paulo, mas um reflexo da saturação da frota pode ser indicado pela velocidade média de tráfego dos ônibus, que por causa do excesso de carros, no horário de pico a velocidade dos ônibus no hipercentro é de 18 km/h chegando a 8 km/h em determinados locais.

Proporcionalmente, já existe um veículo para cada 2,4 habitantes na capital mineira, média semelhante à de São Paulo (2,06 carros por habitante) e maior que do Rio de Janeiro que, mesmo sendo a segunda maior cidade do país e com uma população duas vezes maior que Belo Horizonte, possui um carro para cada 3,5 habitantes[22]. Enquanto os ônibus costumam andar lotados com até cem passageiros, os carros costumam circular vazios. Na cidade, a taxa média de ocupação é de 1,4 pessoa por carro causando congestionamentos de filas de automóveis quase vazios, ocupados somente pelo motorista.

editar Ônibus

O Sistema de Transporte Coletivo por ônibus em Belo Horizonte transporta diariamente 1,4 milhão de passageiros e abrange 300 linhas exploradas por 50 empresas que operam uma frota de 2.874 mil veículos com idade média de 5 anos e 8 meses.

Desde 1995 vem sendo implantado o BHBUS (Plano de Reestruturação do Sistema de Transporte Coletivo de Belo Horizonte), que busca aprimorar o sistema de ônibus no sentido de criar uma rede de transporte integrada (metrô e ônibus municipais e intermunicipais), que se divide em dois subsistemas: Tronco-Alimentado e Interbairros (ver quadro)

A partir do ano de 2008, haverá a implantação de um novo projeto de mobilidade urbana com conclusão prevista até 2020. Dentre as várias medidas, o plano prevê mais investimento na criação de faixas e pistas exclusivas ao tráfego dos coletivos na cidade, além da adoção das chamadas estações-tubo, inspiradas nas existentes em Curitiba, que se trata de pontos de ônibus com calçadas elevadas ao nível dos ônibus que agilizam o embarque dos passageiros.

Tipo de Linha Subsistema Tronco-Alimentado (circulação nas áreas mais distantes do centro através de ônibus integrado ao metrô) Subsistema Interbairros (circulação na região central da cidade e complementa o sistema tronco-alimentado)
Alimentadoras (cor amarela) Fazem a ligação bairro-estações-bairro e integração com o metrô.
Troncais

(cor verde)

Realizam viagens que interligam as estações com o centro, com outras estações outros pólos, além de circularem nos principiais corredores de transporte. Podem ser Expressas, ou seja, sem pontos de parada no itinerário e nos corredores, ou Paradoras, que vão ao centro da cidade, parando nos pontos.